Capítulo15
POV- Lua
Arthur estava muito próximo de
mim, sentia que ele estava nervoso, tento imaginar porque, mas não consigo. Eu
estava tão próxima dele que conseguia sentir sua respiração. Ele pegou na minha
mão, olhou-me no fundo dos meus olhos e fez menção de falar, mas calou-se.
Enquanto ele fazia isso me
lembrei de todos os nossos momentos juntos, das brincadeiras, como ele me fazia
me sentir nas nuvens. Estar com ele era como flutuar, eu perdia noção do tempo,
do mundo, de tudo, esquecia-me dos problemas, inclusive do que mais machucava o
meu coração, a doença do meu avô. Arthur era, sem dúvida, o único que fazia com
que eu me sentisse uma pessoa especial.
Eu o desejava, não como um
amigo, nem o desejava com luxúria, mas sim, pela primeira vez em minha vida, com
amor, paixão. Eu estava sem dúvida completamente apaixonada. Todas as noites eu
fechava os olhos e sonhava com ele, sua voz era como uma melodia, e cada segundo
que passávamos juntos eram como um sonho.
POV- Arthur
Pego na mão da Lua, penso em
todas as vezes que havia falado que a amava como uma amiga, e como cada um
desses momentos havia sido uma grande mentira. Tudo que eu realmente queria
dizer era que a amava não como amiga, mas sim como mulher. Eu queria agarrá-la e
beijá-la sem ter que segurar meu sentimento verdadeiro. Queria que ela, assim
como eu, lembrasse dos momentos que já havíamos vivido que lembrasse o que ela
realmente era para mim. Queria falar que ela era tudo pra mim, que eu não
conseguia esquecê-la.
Tento falar tudo que estava
pensando, mas a voz some. Meus olhos se perdem nos olhos dela, e meu coração
acelera quando ela faz carinho na minha mão. Sinto-me um covarde por não
conseguir me declarar.
Ela era a única que me fazia
ficar sem fala, que me tirava a concentração, que me deixava completamente
bobo.
Decido tentar me declarar
novamente.
“Lua.” Falo.
Ela me olha.
“Eu preciso te falar uma coisa”
Ela me interrompe.
“Fala” Ordeno.
“Não você primeiro” Ela
insiste.
Decido falar, agora não tinha
mais como dar pra trás, respiro fundo e penso “Agora vai.”.
Continua...

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