quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor ou simplesmente amizade? ( cap.8)





         
POV- Arthur

Ainda não compreendi, ela me abandonou na sala? Será que eu tinha algum problema? Decido segui-la, mas não a alcanço. Só a reencontro na hora da gravação.

Concentro-me na cena, esquecendo tudo e todos. Quando finalmente nos beijamos entro com tanta intensidade no personagem que a beijo de verdade. E ela corresponde ao beijo.

POV- Lua

Evito reencontrá-lo até a hora da gravação, que eu sei que ele estará extremamente concentrado. Quando vejo-o não falo com ele. Gravamos a cena até a parte do beijo, o diretor pausa na fala anterior aos beijos e pede foco. Quando começamos a gravar a cena tento esquecer que quem eu beijo é o Arthur, e tentando esquecer a todos e tudo acabo entrando literalmente de coração na cena. Quando dou por mim estou beijando-o, e não consigo mais parar.

Acho que eu o beijaria para sempre, mas, com muita tristeza, sou obrigada a me afastar dele quando escuto o famoso, e inglório, corta.

POV- Arthur

Quando escutamos o corta paramos de nos beijar, não olho-a  , tenho medo do que os olhos profundos dela dirão à mim.Estou pronto para contentar-me em voltar ao camarim e ter a ciência de que a Lua me odeia, mas o diretor me surpreende ao falar que....

POV- Lua

O diretor comenta algumas coisas sobre a iluminação, posição da câmera e outras coisas, mas a única coisa que consigo pensar é no beijo, que beijo, sabia que se o beijasse acabaria tendo uma relação mais intima com ele, se arrependimento matasse eu estaria morta, mas ao mesmo tempo a sensação havia sido tão boa que eu não conseguia parar de pensar como seria o próximo, se haveria próximo.

Só consigo voltar a prestar atenção nas palavras do Rick quando escuto que teremos que regravar a cena.

POV- Arthur

Eu e Lua somos chamados para falar com o diretor a sós antes de regravarmos a cena., fico imaginando se alguém havia notado que o nosso beijo não havia sido técnico.

O Rick nos elogia, diz que passamos muita química, mas pede que na regravagem representássemos um pouco mais de emoção (fico pensando o que seria mais do aquilo, ou melhor, o que poderia ser mais do que aquilo e ainda fosse adequado para menores de 12 anos). Nos preparamos para gravar novamente e viro-me pra Lua,

“Boa sorte” Falo, E percebo que ela não me olha com raiva, o que me deixa ainda mais feliz.

POV- Lua


Nos beijamos novamente, dessa vez sinto-o me puxar com mais força, e quando aceleramos o beijo sinto meu coração disparar, meus dedos brincam com o cabelo macio dele e as mãos deles seguram com força a minha cintura.

Se não tivesse tanta gente lá eu teria o agarrado com mais força e tirando a  blusa dele, sem pensar duas vezes, mas os barulhos de passos e a forte luz que ficava sobre as nossas cabeças me lembravam que eu não podia fazer nada mais que beijá-lo, na verdade o beijo deveria ser técnico, mas eu já estava no meu máximo de autocontrole. Sempre fui muito discreta com a minha vida intima, e não seria agora que eu bobearia.

POV- Arthur

Tenho que me contentar em deixar as minhas mãos na cintura dela, o máximo que tenho direito à fazer é levá-las até os cabelos macios dela, mas naquele momento qualquer movimento poderia significar o fim do meu autocontrole.

Sinto que o coração dela bate acelerado, e devo admitir que isso me deixa muuuito feliz.

Quando somos liberados da cena corro atrás dela. Puxo-a pelo braço e pergunto “Planos para hoje à noite?”.

POV- Lua

Quando Arthur me pergunta se tenho planos tento recusar, mas não consigo, não tenho motivos e meu desejo era maior que a razão. Chegando ao camarim sou obrigada a ouvir a Mel e a Sophia comentando como acharam que eu e Arthur tínhamos química.

Ah coitadas, não imaginam nem a metade. Nossa relação era de amizade e física, nada química. A tá dona Lua vai enganar voce mesma.

POV- Arthur

Quando chego ao camarim encontro Chay e Micael se matando de rir, pergunto o motivo e eles respondem ,em coro, “COM QUEM SERÁ... COM QUEM SERÁ QUE O ARTHUR VAI CASAR? VAI DEPENDER, VAI DEPENDER SE A LUA VAI QUERER! ELA ACEITOU, ELA ACEITOU....”

Interrompi-os antes do final da música. “Hahaha, engraçadinhos.”

Só a vejo novamente no outro dia, quando ela me responde se estava ou não chateada pelo beijo.



Continua... 
                                                  

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